Bem pessoal, estamos de volta a ativa!
Passei por uns períodos difíceis e os posts, bem, estes rarearam, pois eu precisava resolver algumas coisas e ajeitar outras, enfim, o blog ficou parado, mas já era sem tempo de voltar a trazer algo de novo pra vocês.
Hoje, navegando pela imensidão das Internawebs, acabei indo pro Youtube e achei um vídeo bem interessante, editado por um anônimo qualquer, porém extremamente carregado de um algo mais, de uma emoção que, pra quem conhece algo sobre a história da guerra do Vietnã, jamais passaria despercebida.
Este é o vídeo, seria bom que o pudessem ver, para que possamos nos entender no restante do post, é bem curtinho e não vai tomar muito tempo dos super-leitores.
Observem que, logo na primeira frase, o então secretário de Estado dos E.U.A., John Foster Dulles, lança para toda a mídia o que viria a ser (na verdade já era), explicitamente, a política externa dos Estados Unidos da América, e premissa fundamental para justificar a guerra no Vietnã:
"Nossa visão de progresso não está limitada a nosso país, nós a estenderemos a todo mundo".
Minha opinião pessoal: Frase ridícula.
Ridícula, porém praticada até hoje pelos E.U.A. (vide Afeganistão e Iraque).
Voltando ao contexto ao qual quero desenvolver neste post, reparem na arrogância desta frase, na incoerência, na safadeza... e, imaginem se outro "país" qualquer fosse o autor desta frase, o que ocorreria?
Ficariam os E.U.A. quietos, ou rebateriam em nome de sua prórpia autonomia?
Esta frase foi dita buscando dois objetivos:
1) Para que seguisse um rumo muito certo e pudesse alertar os únicos que, naquele momento, poderiam fazer frente a pujança americana: A União Soviética.
2) Para servir de igual alerta ao Vietnã e a qualquer país com pretenções comunistas: Os E.U.A. iriam sim interferir em assuntos internos de qualquer nação, para promover o que o secretário John Dulles afirmava ser "progresso" (na maioria das vezes, históricamente, "progresso" significou uma montoeira de bombas, uma montanha de cadáveres e um país subdesenvolvido qualquer em ruínas).
Estava evidente, então, que uma guerra no Vietnã era "inevitável", de acordo com as políticas Americanas.
O que poucos sabem, porém, é da real história do Vietnã.
O Vietnã, um país basicamente agrário e colônia francesa desde 1858, assim permaneceu até o enfraquecimento militar francês após a segunda guerra mundial.
Entre 1941 e 1945, o Vietnã passou a ser ocupado pelo Japão, porém como Paris havia caído e o novo governo francês de Vichy, que colaborava com os Nazistas e Japas, passou a ter maior autonomia, concedida pelos japoneses.
Após a derrota japonesa na guerra, a França lança suas garras contra o Vietnã, pois neste momento crucial do pós guerra, com a economia em frangalhos, sequer era cogitado entre os franceses perder a colônia do Vietnã e ver brotar um novo país soberano.
Acontece que, sozinha, a França não tinha nem dinheiro nem recursos humanos para empreender uma guerra no coração da Indochina.
Desta forma os E.U.A. entram na guerra.
Primeiramente, financiando tropas francesas e, após pouco resultado obtivo, resolvem agir de forma explícita.
Em 1954, os E.U.A. já pagavam por 78% da guerra FRANCESA do Vietnã, e também já entrava em cena o envio de tropas, treinando de sul-vietnamitas e a transformaçãoum país florestal e agrário numa zona franca de guerra.
Creio que sobre a guerra em si, todos já estejam carecas de saber.
Os americanos eram os senhores do dia, porém de noite a coisa mudava completamente.
O grande objeto de orgulho americano na guerra, o fuzil M16, emperrava mais que escotilha de navio centenário, não suportava areia e/ou qualquer tipo de sujeira.
Já o famoso AK-47, "emprestado" dos soviéticos era rústico, de fácil manutenção e atirava até enterrado na lama.
Porém não só de fuzis se fez a guerra.
A maior máquina militar do planeta se mobilizou para... atacar agricultores e vilarejos, em suma maioria.
Foram despejadas mais bombas no Vietnã do que em toda a Segunda Guerra Mundial!
Mas o que isso tem a nos ensinar?
Primeiro: Nenhum país é dono do mundo
Segundo: Nenhum país tem o direito de tentar "exportar" seus pensamentos por meio da força
Terceiro: Mesmo agricultores lutando com "paus e pedras" são invencíveis quando lutam por sua liberdade, terras e, acima de tudo, por sua família.
A mensagem é esta:
Se você está convictamente certo, ninguém o pode vencer.

